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Doutrina Luterana.

Os pontos básicos da doutrina de Lutero, firmados na Confissão de Augsburgo são:

A é o único caminho para salvação.

A BÍBLIA é a única fonte para a fé.

O LIVRE EXAME pelos fiéis é porta legitima para a Bíblia.

A doutrina não aceitava cultos aos santos, adoração de imagens, a autoridades do papa e etc.

O Latim.

A língua latina constitui uma das grandes heranças culturais da antiga Roma ao mundo ocidental. Foi da língua latina quase se originaram os idiomas italianos, espanhol, Francês, romeno e português. Também foi do latim (assim como do grego que se retirou grande parte da terminologia utilizada internacionalmente.

Confissão de Augsburgo.

A confissão de Augsburgo, em Latim Confessio Augustana, é um documento central na reforma de Lutero, que foi uma reação à Igreja Católica. Foi apresentado na Dieta de Augsburgo de 1530.

No dia 21 de Janeiro de 1530, o Imperador Carlos V convocou uma dieta imperial a reunir-se em Abril seguinte, em Augsburgo, Alemanha. Ele desejava ter uma frente unida nas suas operações militares contra os turcos, e isso parecia exigir um fim na desunião religiosa que tinha sido introduzida como resultado da Reforma. Conseqüentemente, convidou os príncipes e representantes das cidades livres do Império para discutir as diferenças religiosas na futura dieta, na esperança de superá-las e restaurar a unidade. De acordo com o convite, o Eleitor da Saxônia pediu aos seus teólogos em Wittenberg que preparassem um relato sobre as crenças e práticas nas igrejas da sua terra. Uma vez que uma exposição de doutrinas, conhecida com o nome de Artigos de Schwabach, tinha sido preparada no verão de 1529, tudo o que parecia ser necessário agora era uma exposição adicional a respeito das mudanças práticas introduzidas nas igrejas da Saxônia. Tal exposição foi, por isso, preparada por teólogos de Wittenberg e, visto que foi aprovada num encontro em Torgau, no fim de março de 1530, é chamada comumente de Artigos de Torgau.

Juntamente com outros documentos, os Artigos de Schwabach e Torgau foram levados para Augsburgo. Lá foi decidido fazer uma declaração luterana conjunta em vez de uma simples declaração saxônica, a explanação a ser apresentada ao Imperador. Circunstâncias também exigiram que se deixasse claro na declaração que os luteranos não fossem reunidos ao acaso com os demais oponentes de Roma. Outras considerações indicaram que seria desejável enfatizar mais a harmonia com Roma do que as diferenças. Todos estes fatores contribuiram para determinar as características do documento que estava sendo preparado por Felipe Melanchthon. Os Artigos de Schwabach tornaram-se a base para a primeira parte do que veio a ser chamado de Confissão de Augsburgo, e os Artigos de Torgau tornaram-se a sua segunda parte. Lutero, que não estava presente em Augsburgo, foi consultado por correspondência, mas as emendas e revisões continuaram sendo feitas até a véspera da apresentação formal ao imperador, em 25 de Junho de 1530. Assinada por sete príncipes e pelos representantes de duas cidades livres, a Confissão imediatamente adquiriu importância peculiar como uma declaração pública de fé.

Dois dias após a apresentação da Confissão de Augsburgo, os representantes católicos resolveram preparar uma refutação ao documento luterano, a Confutatio Pontificia (Confutação). Ela foi lida na Dieta em 3 de Agosto. O Imperador exigiu que os luteranos admitissem que sua Confissão havia sido refutada. A reação luterana surgiu na forma da Apologia da Confissão de Augsburgo, que estava pronta para ser apresentada em 22 de Setembro, mas foi rejeitada pelo Imperador.

A Apologia foi publicada por Felipe Melanchton no fim de maio de 1531. Tornou-se confissão de fé oficial quando foi assinada, juntamente com a Confissão de Augsburgo, em Esmalcalde, em 1537.

Podemos também contar o fato de que, os sete príncipes que assinaram a confissão, estavam dando força de documento real para toda a região. Com isso, a confissão ganha sua autoridade para não ser questionada dentro daquela região compreendida pelos príncipes, mesmo sendo contra os princípios romanos.

Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Confiss%C3%A3o_de_Augsburgo.

DEDICAÇÃO.

Dedicação é a capacidade de se entregar à realização de um objetivo.

Não conheço ninguém que tenha progredido na carreira sem trabalhar pelo menos doze horas por dia nos primeiros anos.

Não conheço ninguém que conseguiu realizar seu sonho sem sacrificar feriados e domingos pelo menos uma centena de vezes.

Da mesma forma, se você quiser construir uma relação amiga com seus filhos, terá de se dedicar a isso, superar o cansaço, arrumar tempo para ficar com eles, deixar de lado o orgulho e o comodismo.

Se quiser um casamento gratificante, terá de investir tempo, energia e sentimentos nesse objetivo.

O sucesso é construído à noite! Durante o dia você faz o que todos fazem.

Mas, para conseguir um resultado diferente da maioria, você tem de ser especial. Se fizer igual a todo mundo, obterá os mesmos resultados.

Não se compare à maioria, pois, infelizmente, ela não é modelo de sucesso.

Se você quiser atingir uma meta especial, terá de estudar no horário em que os outros estão tomando chope com batatas fritas.

Terá de planejar, enquanto os outros permanecem à frente da televisão.

Terá de trabalhar, enquanto os outros tomam sol à beira da piscina.

A realização de um sonho depende da dedicação.

Há muita gente que espera que o sonho se realize por mágica.

Mas toda mágica é ilusão.

A ilusão não tira ninguém do lugar onde está.

Ilusão é combustível de perdedores.

“Quem quer fazer alguma coisa encontra um meio.

Quem não quer fazer nada, encontra uma desculpa”.



Autor: Roberto Shinyashiki

 

“Quem quer fazer alguma coisa encontra um meio.

Quem não quer fazer nada, encontra uma desculpa”.



Autor: Roberto Shinyashiki

1 – (PUC-PR) Observe as informações abaixo e identifique a alternativa incorreta:

1907 – eleição de Olavo Bilac como “Príncipe dos Poetas”

1908 - publicação de Memorial de Aires, de Machado de Assis

1909 - publicação de Recordações do Escrivão Isaías Caminha, de Lima Barreto

1909 - publicação em jornal brasileiro do manifesto intitulado “O Futurismo”

1911 - publicação de Ilusão, de Emiliano Perneta

a) A linguagem de Recordações do escrivão Isaías Caminha, narrativa das desventuras de um garoto no colégio interno, mescla influências simbolistas e expressionistas.

b) Memorial de Aires, último romance escrito por Machado de Assis, foi publicado no mesmo ano da morte de seu autor, como obra póstuma.

c) Diferentemente do que aconteceu em outros lugares, no Brasil o Simbolismo, que teve em Emiliano Perneta um de seus principais representantes, conviveu por muitos anos com o Parnasianismo, de que a poesia de Olavo Bilac é bom exemplo.

d) O chamado Pré-Modernismo foi marcado pela convivência de tendências estéticas tão diferentes entre si como o Simbolismo, o Parnasianismo, o Realismo de caráter social e o Realismo de feição regionalista.

e) Apesar de ter chegado ao Brasil logo depois de seu surgimento na Itália, o Futurismo só viria a influenciar decisivamente os escritores brasileiros cerca de uma década depois da publicação do manifesto acima citado.

2 – (UFRN) Leia o trecho abaixo, extraído da obra São Bernardo, de Graciliano Ramos.

“Que mãos enormes! As palmas eram enormes, gretadas, calosas, duras como casco de cavalo! E os dedos eram também enormes, curtos e grossos. Acariciar uma fêmea com semelhantes mãos!”

Percebe-se, no fragmento, tendência

a) regionalista: utilização de linguagem específica do sertanejo.

b) naturalista: atribuição de características animais à personagem.

c) realista: compromisso com a descrição objetiva da personagem.

d) modernista: inventividade no uso da linguagem regional.

3 – (UFPA) Leia os trechos:

I. “(…)Quem não se recorda da Aurélia Camargo, que atravessou o firmamento da corte como brilhante meteoro, e apagou-se de repente no meio do deslumbramento que produzira o seu fulgor?(…)”

II. “(…)Damião fugiu do seminário às onze horas da manhã de uma Sexta-feira de agosto. Não sei bem o ano; foi antes de 1850.(…).”

Sobre os trechos acima é correto afirmar:

a) I e II pertencem ao Romantismo por apresentarem personagens idealizados pela marca da genialidade de José de Alencar.

b) I e II pertencem ao período conhecido como Realismo por apresentarem traços marcantes de recordação do autor Machado de Assis.

c) I faz parte da obra “Senhora” de José de Alencar cuja personagem Aurélia Camargo é protagonista. II faz parte do conto “O Caso da Vara” de Machado de Assis cujo personagem Damião é protagonista.

d) I faz parte da obra “Banho de Cheiro” de Eneida de Moraes e II faz parte da obra “Miguel Miguel” de Haroldo Maranhão em que há o personagem Damião Miguel.

e) I e II são trechos de dois contos de Lygia Fagundes Telles, “Natal na Barca” e “As formigas” respectivamente.

4 – (PUC-MG) Antônio Cândido, em sua obra “Formação da literatura brasileira”, ao escrever sobre Romantismo, considera que, nesse estilo, o patriotismo se aponta ao escritor como estímulo e dever. Com efeito, a literatura foi considerada parcela dum esforço construtivo mais amplo, denotando o intuito de contribuir para a grandeza da nação. Manteve-se durante todo o Romantismo este senso de dever patriótico, que levava os escritores não apenas a cantar a sua terra, mas a considerar as suas obras como contribuição ao progresso. Acrescenta ainda três elementos românticos nacionalistas: desejo de exprimir uma nova ordem de sentimentos, agora reputados de primeiro plano, como o orgulho patriótico, extensão do antigo nativismo; desejo de criar uma literatura independente, diversa, não apenas uma literatura, (…); a noção já referida de atividade intelectual não mais apenas como prova de valor do brasileiro e esclarecimento mental do país, mas tarefa patriótica de construção nacional.”

A obra de Lima Barreto, Triste fim de Policarpo Quaresma,

a) é romântica e exemplifica as palavras de Antônio Cândido, já que seu protagonista se comporta como um romântico.

b) não é romântica e contraria as palavras de Antônio Cândido, à medida que as atitudes do protagonista vão se revestindo de heroísmo romântico.

c) não é romântica e contradiz as palavras de Antônio Cândido, tendo em vista que o protagonista acaba por se submeter a uma visão antinacionalista e, portanto, anti-romântica.

d) é romântica e ratifica as palavras de Antônio Cândido, porque o orgulho patriótico-romântico do protagonista encontra lugar de ação no decorrer da narrativa.

e) opõe-se ao Romantismo e não retrata as palavras de Antônio Cândido, pois ironiza as posturas nacionalistas românticas através do protagonista.

5 – (UERJ) TEXTO I

01 Escreverei minhas Memórias, fato mais freqüentemente do que se pensa observado no mundo

02 industrial, artístico, científico e sobretudo no mundo político, onde muita gente boa se faz elogiar e

03 aplaudir em brilhantes artigos biográficos tão espontâneos, como os ramalhetes e as coroas de flores

04 que as atrizes compram para que lhos atirem na cena os comparsas comissionados.

05 Eu reputo esta prática muito justa e muito natural; porque não compreendo amor e ainda amor

06 apaixonado mais justificável do que aquele que sentimos pela nossa própria pessoa.

07 O amor do eu é e sempre será a pedra angular da sociedade humana, o regulador dos sentimentos,

08 o móvel das ações, e o farol do futuro: do amor do eu nasce o amor do lar doméstico, deste o amor do

09 município, deste o amor da província, deste o amor da nação, anéis de uma cadeia de amores que os

10 tolos julgam que sentem e tomam ao sério, e que certos maganões envernizam, mistificando a

11 humanidade para simular abnegação e virtudes que não têm no coração e que eu com a minha

12 exemplar franqueza simplifico, reduzindo todos à sua expressão original e verdadeira, e dizendo, lar,

13 município, província, nação, têm a flama dos amores que lhes dispenso nos reflexos do amor em que

14 me abraso por mim mesmo: todos eles são o amor do eu e nada mais. A diferença está em simples

15 nuanças determinadas pela maior ou menor proporção dos interesses e das conveniências materiais

16 do apaixonado adorador de si mesmo.

(Macedo, Joaquim Manuel de. Memórias do sobrinho de meu tio. São Paulo: Companhia das Letras, 1995.)

TEXTO II

01 Já dois anos se passaram longe da pátria. Dois anos! Diria dois séculos. E durante este tempo

02 tenho contado os dias e as horas pelas bagas do pranto que tenho chorado. Tenha embora Lisboa os

03 seus mil e um atrativos, ó eu quero a minha terra; quero respirar o ar natal (…). Nada há que valha a

04 terra natal. Tirai o índio do seu ninho e apresentai-o d’improviso em Paris: será por um momento

05 fascinado diante dessas ruas, desses templos, desses mármores; mas depois falam-lhe ao coração as

06 lembranças da pátria, e trocará de bom grado ruas, praças, templos, mármores, pelos campos de sua

07 terra, pela sua choupana na encosta do monte, pelos murmúrios das florestas, pelo correr dos seus

08 rios. Arrancai a planta dos climas tropicais e plantai-a na Europa: ela tentará reverdecer, mas cedo

09 pende e murcha, porque lhe falta o ar natal, o ar que lhe dá vida e vigor. Como o índio, prefiro a

10 Portugal e ao mundo inteiro, o meu Brasil, rico, majestoso, poético, sublime. Como a planta dos

11 trópicos, os climas da Europa enfezam-me a existência, que sinto fugir no meio dos tormentos da

12 saudade.

(Abreu, Casimiro de. Obras de Casimiro de Abreu. Rio de Janeiro: MEC, 1955.)

Os narradores dos textos I e II apresentam, respectivamente, as seguintes atitudes em relação à pátria:

a) ética – parnasiana

b) cínica – romântica

c) romântica – irônica

d) parnasiana – imatura

Gabarito:

1-a 2-b 3-c 4-e 5-b

1 – (PUC-PR) O heredograma representa uma família em que alguns de seus membros apresentam agamaglobu-linemia (falta de gamaglobulina: os pacientes são muito susceptíveis a infecções bacterianas, mas não virais).

Analisando o heredograma abaixo, concluímos:

O padrão de herança é do tipo:

a) Ligada ao cromossomo X.

b) Ligada ao cromossomo Y.

c) Autossômica dominante.

d) Sem dominância.

e) Polialélica de expressividade variável.

2 – (PUC-MG)

Observe o gráfico acima, obtido a partir de autofecundações sucessivas ao longo de cinco gerações, onde HZ= Homozigoto e HT= Heterozigoto:

A partir do gráfico, é CORRETO concluir:

a) Trata-se de cruzamentos realizados em indivíduos diíbridos.

b) Esses resultados só podem ser obtidos em casos de co-dominância.

c) A autofecundação leva à formação de linhagens puras.

d) A autofecundação permite ocorrer maior variabilidade genética.

e) A homozigose dominante predomina sobre a homozigose recessiva.

3 – (PUC-PR) Em revistas e em jornais, são constantes e cada vez mais freqüentes os noticiários sobre o uso de tecnologia transgênica com fim de obter proteínas de ação farmacológica ou mesmo proteínas terapêuticas humanas. A técnica de obtenção de organismos transgênicos produtores de proteínas humanas consiste em:

a) remover artificialmente alguns nucleotídeos de uma molécula de DNA, alterando assim o código genético do organismo.

b) retornar uma célula diferenciada ao estágio de indife-renciada, que gera um novo organismo por multiplicação.

c) induzir célula somática, que porta a totalidade do genoma, a reativar os seus genes e gerar um novo ser.

d) introdução de um ou mais genes interessantes de uma espécie em célula hospedeira, de maneira a integrar o material genético.

e) métodos biotecnológicos de cruzamentos seletivos para obtenção de novas espécies.

4 – (UFPA) Sabe-se que determinada característica é condicionada pela interação de dois pares de alelos, que se segregam independentemente, e que a proporção fenotípica de 12 : 3 : 1 foi obtida a partir do cruzamento entre duplo-heterozigotos. O tipo de interação gênica que determina tal freqüência fenotípica é

a) Epistasia dominante.

b) Epistasia recessiva.

c) Interação dominante e recessiva.

d) Genes duplos dominantes.

e) Genes duplos recessivos.

5 – (UFPE) Suponha que um casal, com pigmentação normal da pele, tenha tido dois filhos albinos, como mostrado no heredograma abaixo.

Nesse caso, é correto afirmar que:

a) pelo menos, um dos progenitores (I1 ou I2) porta em seu genoma o alelo a, responsável pela manifestação do albinismo.

b) alelo determinante do albinismo é dominante (A) sobre o alelo para pigmentação normal (a).

c) na determinação do albinismo ocorre interação entre alelos situados em dois locos em cromossomos não homólogos.

d) se I1 ou I2 tiverem um terceiro filho, a probabilidade de o mesmo apresentar pigmentação normal é de 50%.

e) tanto I1 quanto I2 são heterozigóticos para o loco em questão.

6 – (UFRRJ) O heredograma representa uma anomalia genética recessiva rara e ligada ao sexo, demonstrada pelo símbolo em preto.

A chance de o cruzamento entre 8 x 9 gerar uma criança com a anomalia é

a) 1.

b) 1/2.

c) 1/4.

d) 1/8.

e) 1/16.

7 – (UFRRJ) Um homem daltônico casa-se com uma mulher normal porém filha de um homem daltônico. Considerando o daltonismo em humanos como uma característica recessiva, com herança ligada ao sexo, a probabilidade de nascer uma criança normal do sexo feminino, mas portadora do gene para o daltonismo, é de

a) 0.

b) 1/2.

c) 2/3.

d) 1/4.

e) 1.

Gabarito:
1-a 2-c 3-d 4-a 5-e 6-c 7-d.

Na cidade de Macaé
Antigamente existia
Um duque velho invejoso
Que nada o satisfazia
Desejava possuir
Todo objeto que via

Esse duque era compadre
De um pobre muito atrasado
Que morava em sua terra
Num rancho todo estragado
Sustentava seus filhinhos
Na vida de alugado.

Se vendo o compadre pobre
Naquela vida privada
Foi trabalhar nos engenhos
Longe da sua morada
Na volta trouxe um cavalo
Que não servia pra nada

Disse o pobre à mulher:
— Como havemos de passar?
O cavalo é magro e velho
Não pode mais trabalhar
Vamos inventar um “quengo”
Pra ver se o querem comprar.

Foi na venda e de lá trouxe
Três moedas de cruzado
Sem dizer nada a ninguém
Para não ser censurado
No fiofó do cavalo
Foi o dinheiro guardado

Do fiofó do cavalo
Ele fez um mealheiro
Saiu dizendo: — Sou rico!
Inda mais que um fazendeiro,
Porque possuo o cavalo
Que só defeca dinheiro.

Quando o duque velho soube
Que ele tinha esse cavalo
Disse pra velha duquesa:
—Amanhã vou visitá-lo
Se o animal for assim
Faço o jeito de comprá-lo!

Saiu o duque vexado
Fazendo que não sabia,
Saiu percorrendo as terras
Como quem não conhecia
Foi visitar a choupana,
Onde o pobre residia.

Chegou salvando o compadre
Muito desinteressado:
— Compadre, Como lhe vai?
Onde tanto tem andado?
Há dias que lhe vejo
Parece está melhorado…

—É muito certo compadre
Ainda não melhorei
Porque andava por fora
Faz três dias que cheguei
Mas breve farei fortuna
Com um cavalo que comprei.

—Se for assim, meu compadre
Você está muito bem!
É bom guardar o segredo,
Não conte nada a ninguém.
Me conte qual a vantagem
Que este seu cavalo tem?

Disse o pobre: —Ele está magro
Só o osso e o couro,
Porém tratando-se dele
Meu cavalo é um tesouro
Basta dizer que defeca
Níquel, prata, cobre e ouro!

Aí chamou o compadre
E saiu muito vexado,
Para o lugar onde tinha
O cavalo defecado
O duque ainda encontrou
Três moedas de cruzado.

Então exclamou o velho:
— Só pude achar essas três!
Disse o pobre: — Ontem à tarde
Ele botou dezesseis!
Ele já tem defecado,
Dez mil réis mais de uma vez.

—Enquanto ele está magro
Me serve de mealheiro.
Eu tenho tratado dele
Com bagaço do terreiro,
Porém depois dele gordo
Não quem vença o dinheiro…

Disse o velho: — meu compadre
Você não pode tratá-lo,
Se for trabalhar com ele
É com certeza matá-lo
O melhor que você faz
É vender-me este cavalo!

— Meu compadre, este cavalo
Eu posso negociar,
Só se for por uma soma
Que dê para eu passar
Com toda minha família,
E não precise trabalhar.

O velho disse ao compadre:
— Assim não é que se faz
Nossa amizade é antiga
Desde os tempo de seus pais
Dou-lhe seis contos de réis
Acha pouco, inda quer mais?

— Compadre, o cavalo é seu!
Eu nada mais lhe direi,
Ele, por este dinheiro
Que agora me sujeitei
Para mim não foi vendido,
Faça de conta que te dei!

O velho pela ambição
Que era descomunal,
Deu-lhe seis contos de réis
Todo em moeda legal
Depois pegou no cabresto
E foi puxando o animal.

Quando ele chegou em casa
Foi gritando no terreiro:
— Eu sou o homem mais rico
Que habita o mundo inteiro!
Porque possuo um cavalo
Que só defeca dinheiro!

Pegou o dito cavalo
Botou na estrebaria,
Milho, farelo e alface
Era o que ele comia
O velho duque ia lá,
Dez, doze vezes por dia…

Aí o velho zangou-se
Começou loga a falar:
—Como é que meu compadre
Se atreve a me enganar?
Eu quero ver amanhã
O que ele vai me contar.

Porém o compadre pobre,
(Bicho do quengo lixado)
Fez depressa outro plano
Inda mais bem arranjado
Esperando o velho duque
Quando viesse zangado…

O pobre foi na farmácia
Comprou uma borrachinha
Depois mandou encher ela
Com sangue de uma galinha
E sempre olhando a estrada
Pré ver se o velho vinha.

Disse o pobre à mulher:
— Faça o trabalho direito
Pegue esta borrachinha
Amarre em cima do peito
Para o velho não saber,
Como o trabalho foi feito!

Quando o velho aparecer
Na volta daquela estrada,
Você começa a falar
Eu grito: —Oh mulher danada!
Quando ele estiver bem perto,
Eu lhe dou uma facada.

Porém eu dou-lhe a facada
Em cima da borrachinha
E você fica lavada
Com o sangue da galinha
Eu grito: —Arre danada!
Nunca mais comes farinha!

Quando ele ver você morta
Parte para me prender,
Então eu digo para ele:
—Eu dou jeito ela viver,
O remédio tenho aqui,
Faço para o senhor ver!

—Eu vou buscar a rabeca
Começo logo a tocar
Você então se remaxa
Como quem vai melhorar
Com pouco diz: —Estou boa
Já posso me levantar.

Quando findou-se a conversa
Na mesma ocasião
O velho ia chegando
Aí travou-se a questão
O pobre passou-lhe a faca,
Botou a mulher no chão.

O velho gritou a ele
Quando viu a mulher morta:
Esteja preso, bandido!
E tomou conta da porta
Disse o pobre: —Vou curá-la!
Pra que o senhor se importa?

—O senhor é um bandido
Infame de cara dura
Todo mundo apreciava
Esta infeliz criatura
Depois dela assassinada,
O senhor diz que tem cura?

Compadre, não admito
O senhor dizer mais nada,
Não é crime se matar
Sendo a mulher malcriada
E mesmo com dez minutos,
Eu dou a mulher curada!

Correu foi ver a rabeca
Começou logo a tocar
De repente o velho viu
A mulher se endireitar
E depois disse: —Estou boa,
Já posso me levantar…

O velho ficou suspenso
De ver a mulher curada,
Porém como estava vendo
Ela muito ensanguentada
Correu ela, mas não viu,
Nem o sinal da facada.

O pobre entusiasmado
Disse-lhe: —Já conheceu
Quando esta rabeca estava
Na mão de quem me vendeu,
Tinha feito muitas curas
De gente que já morreu!

No lugar onde eu estiver
Não deixo ninguém morrer,
Como eu adquiri ela
Muita gente quer saber
Mas ela me está tão cara
Que não me convém dizer.

O velho que tinha vindo
Somente propor questão,
Por que o cavalo velho
Nunca botou um tostão
Quando viu a tal rabeca
Quase morre de ambição.

—Compadre, você desculpe
De eu ter tratado assim
Porque agora estou certo
Eu mesmo fui o ruim
Porém a sua rabeca
Só serve bem para mim.

—Mas como eu sou um homem
De muito grande poder
O senhor é um homem pobre
Ninguém quer o conhecer
Perca o amor da rabeca…
Responda se quer vender?

—Porque a minha mulher
Também é muito estouvada
Se eu comprar esta rabeca
Dela não suporto nada
Se quiser teimar comigo,
Eu dou-lhe uma facada.

—Ela se vê quase morta
Já conhece o castigo,
Mas eu com esta rabeca
Salvo ela do perigo
Ela daí por diante,
Não quer mais teimar comigo!

Disse-lhe o compadre pobre:
—O senhor faz muito bem,
Quer me comprar a rabeca
Não venderei a ninguém
Custa seis contos de réis,
Por menos nem um vintém.

O velho muito contente
Tornou então repetir:
—A rabeca já é minha
Eu preciso a possuir
Ela para mim foi dada,
Você não soube pedir.

Pagou a rabeca e disse:
—Vou já mostrar a mulher!
A velha zangou-se e disse:
—Vá mostrar a quem quiser!
Eu não quero ser culpada
Do prejuízo que houver.

—O senhor é mesmo um velho
Avarento e interesseiro,
Que já fez do seu cavalo
Que defecava dinheiro?
—Meu velho, dê-se a respeito,
Não seja tão embusteiro.

O velho que confiava
Na rabeca que comprou
Disse a ela: —Cale a boca!
O mundo agora virou
Dou-lhe quatro punhaladas,
Já você sabe quem sou.

Ele findou as palavras
A velha ficou teimando,
Disse ele: —Velha dos diabos
Você ainda está falando?
Deu-lhe quatro punhaladas
Ela caiu arquejando…

O velho muito ligeiro
Foi buscar a rabequinha,
Ele tocava e dizia:
—Acorde, minha velhinha!
Porém a pobre da velha,
Nunca mais comeu farinha.

O duque estava pensando
Que sua mulher tornava
Ela acabou de morrer
Porém ele duvidava
Depois então conheceu
Que a rabeca não prestava.

Quando ele ficou certo
Que a velha tinha morrido
Boto os joelhos no chão
E deu tão grande gemido
Que o povo daquela casa
Ficou todo comovido.

Ele dizia chorando:
—Esse crime hei de vingá-lo
Seis contos desta rabeca
Com outros seis do cavalo
Eu lá não mando ninguém,
Porque pretendo matá-lo.

Mandou chamar dois capangas:
—Me façam um surrão bem feito
Façam isto com cuidado
Quero ele um pouco estreito
Com uma argola bem forte,
Pra levar este sujeito!

Quando acabar de fazer
Mande este bandido entrar,
Para dentro do surrão
E acabem de costurar
O levem para o rochedo,
Para sacudi-lo no mar.

Os homens eram dispostos
Findaram no mesmo dia,
O pobre entrou no surrão
Pois era o jeito que havia
Botaram o surrão nas costas
E saíram numa folia.

Adiante disse um capanga:
—Está muito alto o rojão,
Eu estou muito cansado,
Botemos isto no chão!
Vamos tomar uma pinga,
Deixe ficar o surrão.

&mdashEstá muito bem, companheiro
Vamos tomar a bicada!
(Assim falou o capanga
Dizendo pro camarada)
Seguiram ambos pra venda
Ficando além da estrada…

Quando os capangas seguiram
Ele cá ficou dizendo:
—Não caso porque não quero,
Me acho aqui padecendo…
A moça é milionária
O resto eu bem compreendo!

Foi passando um boiadeiro
Quando ele dizia assim,
O boiadeiro pediu-lhe:
—Arranje isto pra mim
Não importa que a moça
Seja boa ou ruim!

O boiadeiro lhe disse:
—Eu dou-lhe de mão beijada,
Todos os meus possuídos
Vão aqui nessa boiada…
Fica o senhor como dono,
Pode seguir a jornada!

Ele condenado à morte
Não fez questão, aceitou,
Descoseu o tal surrão
O boiadeiro entrou
O pobre morto de medo
Num minuto costurou.

O pobre quando se viu
Livre daquela enrascada,
Montou-se num bom cavalo
E tomou conta da boiada,
Saiu por ali dizendo:
—A mim não falta mais nada.

Os capangas nada viram
Porque fizeram ligeiro,
Pegaram o dito surrão
Com o pobre do boiadeiro
Voaram de serra abaixo
Não ficou um osso inteiro.

Fazia dois ou três meses
Que o pobre negociava
A boiada que lhe deram
Cada vez mais aumentava
Foi ele um dia passar,
Onde o compadre morava…

Quando o compadre viu ele
De susto empalideceu;
—Compadre, por onde andava
Que agora me apareceu?!
Segundo o que me parece,
Está mais rico do que eu…

—Aqueles seus dois capangas
Voaram-me num lugar
Eu caí de serra abaixo
Até na beira do mar
Aí vi tanto dinheiro,
Quanto pudesse apanhar!..

—Quando me faltar dinheiro
Eu prontamente vou ver.
O que eu trouxe não é pouco,
Vai dando pra eu viver
Junto com a minha família,
Passar bem até morrer.

—Compadre, a sua riqueza
Diga que fui eu quem dei!
Pra você recompensar-me
Tudo quanto lhe arranjei,
É preciso que me bote
No lugar que lhe botei!..

Disse-lhe o pobre: —Pois não,
Estou pronto pra lhe mostrar!
Eu junto com os capangas
Nós mesmo vamos levar
E o surrão de serra abaixo
Sou eu quem quero empurrar!..

O velho no mesmo dia
Mandou fazer um surrão.
Depressa meteu-se nele,
Cego pela ambição
E disse: —Compadre eu estou
À tua disposição.

O pobre foi procurar
Dois cabras de confiança
Se fingindo satisfeito
Fazendo a coisa bem mansa
Só assim ele podia,
Tomar a sua vingança.

Saíram com este velho
Na carreira, sem parar
Subiram de serra acima
Até o último lugar
Daí voaram o surrão
Deixaram o velho embolar…

O velho ia pensando
De encontrar muito dinheiro,
Porém secedeu com ele
Do jeito do boiadeiro,
Que quando chegou embaixo
Não tinha um só osso inteiro.

Este livrinho nos mostra
Que a ambição nada convém
Todo homem ambicioso
Nunca pode viver bem,
Arriscando o que possui
Em cima do que já tem.

Cada um faça por si,
Eu também farei por mim!
É este um dos motivos
Que o mundo está ruim,
Porque estamos cercados
Dos homens que pensam assim.

Fonte: http://pt.wikisource.org/wiki/O_cavalo_que_defecava_dinheiro

O que é Refutar?

1. Destruir com razões de peso o que outrem estabeleceu.

2. Rebater, destruir.

3. Não estar de acordo com; negar; contestar.

 

Sinônimos de refutar: contraditar, contrapor, denegar, desmentir e rejeitar

Classe gramatical de refutar: Verbo transitivo

Tipo de verbo: regular

Separação das sílabas de refutar: re-fu-tar

Conjugação do verbo.

 

http://www.priberam.pt/DLPO/default.aspx?pal=refutada

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